Informações do IAT/PR comprovam que agentes da prefeitura mentiram sobre licenciamento ambiental para construção de conjunto habitacional no bairro Tarumã
Moradores do bairro Tarumã e adjacentes, emitiram uma nota de atualização sobre “A Causa Tarumã” e o polêmico projeto habitacional para servidores municipais, previsto para construção naquela localidade.
Na nota, organizadores do
movimento (moradores), relatam a história do início até as últimas
movimentações, deixando claro que as intenções sempre foram de diálogo com a
prefeitura e câmara municipal, no sentido de defender a preservação do local,
vista que se trata de uma região de floresta, com nascentes e pequenos animas,
onde inclusive já existia em outras gestões municipais, um projeto de
transformação de parque ambiental para a região do Parque dos Estados.
O que chamou a atenção de
nosso blog nos anexos apresentados, foi especialmente a constatação de que não
existe liberação ambiental do Instituto água e terra do Estado do Paraná-
IAT/PR, contrariando as afirmações de agentes da prefeitura em reunião
realizada com os moradores para esclarecer a situação.
Esse fato é comprovado pela
informação oficial do próprio IAT/PR, conforme o “Atendimento 1352/2026”, de
25/09/2026, onde relatam:
“Questionada acerca do
licenciamento ambiental, a Sra. Jenny Brustolin informou que o empreendimento
ainda não se encontrava na fase de solicitação de licenciamento ambiental junto
ao Instituto Água e Terra – IAT “.
O interessante é que na mesma
reunião com os moradores, o então secretário de planejamento Pedro Benedet Neto
e a assessora especial para captação de recursos, Jenny Brustolin, afirmam de
forma veemente, que a prefeitura já tinha em mãos todos os documentos
necessários para a construção do projeto habitacional, inclusive a licença
ambiental do IAT/PR.
O órgão ambiental informa
ainda que estiveram por três vezes naquela localidade e que nas inspeções
realizadas, não foram constatados vestígios de dano ambiental, tampouco evidências
de supressão de vegetação nativa, intervenção em Área de Preservação Permanente
(APP), degradação ambiental ou quaisquer outras irregularidades compatíveis,
porém não se refere de forma nenhuma à liberação para a construção do projeto
habitacional.
Em suas considerações finais a
organização da “Causa Tarumã” lamenta:
“ Desde o início, a Causa
Tarumã deixou claras as suas motivações. Indicamos os dispositivos legais
envolvidos, agimos com receptividade para colaborar e mantivemos uma postura
idônea. Em troca, sofremos condutas vexatórias e admoestações impróprias partindo
do poder público. Chegaram a acusar pessoas da comunidade do Tarumã de cometer
crimes contra a honra e intolerância.”
Na opinião de nosso blog, alguns
agentes da prefeitura e câmara municipal, especialmente o presidente Fernando
Dal Pont Júnior, realmente agiram de forma truculenta e envolveram o ego
pessoal nessa discussão desnecessária, pois o município conta com diversas
áreas onde esse projeto poderia ser realizado.
A pergunta que fazemos é a
seguinte: Se a vontade de construir casas populares era tão grande, e os
recursos estavam disponíveis, porque ainda não escolheram outro local e
iniciaram a construção???
Aliás a fila de pessoas aguardando as casas prometidas em campanha pela dupla BIM/Dr. Pedro, já passa de 1.400 famílias e até o momento não ergueram um tijolo.
Créditos de áudio/vídeo: Josiane Basczask