“Farra de diárias e rachadinha”! Escândalos na câmara de 2013 tem ex-vereadora e servidora condenadas pela justiça

 


Um caso iniciado a mais de 13 anos, do qual de certa forma participamos com nossas denúncias em nosso antigo blog “Política em STI”, sobre uma verdadeira “farra de diárias” realizada pela Câmara Municipal, chegou ao final no último dia 13 de maio, quando o Juiz Gustavo Germano Francisco Arguello, da 3ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu, determinou o cumprimento do acórdão 1333.1, que fixa as penas aos réus condenados naquele processo.

Apesar do processo conter 14 réus, apenas duas pessoas acabaram sofrendo condenações e deverão cumprir suas sentenças.

A ex-vereadora Marli Aparecida Silva Garcia (ex-presidente do PROVOPAR), não teve mandado de prisão, mas terá que cumprir pena inicialmente no regime semiaberto (06 anos).

Segundo um advogado criminalista consultado por nosso blog, o caso de Marli Garcia, poderá ser assim: Dorme em uma unidade prisional ou colônia agrícola/industrial. Pode trabalhar ou estudar durante o dia fora da unidade

Em muitos casos, tem direito a saídas temporárias, dependendo do comportamento e decisão judicial.

Já a ex-servidora comissionada, Elaine Cristina Baptista, teve sentença em regime fechado com expedição de mandado de prisão (04 anos).

Ainda segundo as informações, os crimes cometidos vão de apropriação de valores de diárias sem frequentar cursos, encontros e seminários. Porém existe um caso da popular “rachadinha”, que é a apropriação de parte do salário de assessores. Tudo isso na verdade caracterizado juridicamente como ‘peculato’.

Nos bastidores políticos o fato vem tendo grande repercussão por tratar-se de duas fiéis apoiadoras do governo Antonio Luiz Bendo (BIM). Comenta-se inclusive que Marli Garcia tenha se afastado da presidência do PROVOPAR justamente por prever essa sentença, situação que poderia causar desgaste político ao governo municipal. Lembrando que Marli Garcia é mãe de Rafael Garcia Neto, atual secretário de agropecuária e meio ambiente.

Na época, juntamente com o site “Resistência 24 horas” de Foz do Iguaçu, publicamos várias matérias sobre a acentuada elevação de gastos com diárias no legislativo itaipuense, que inclusive nos negou resposta de um requerimento sobre a situação. O grande problema é que a mesa diretora da câmara na época, não esperava que o Ministério Público e o GAECO já estivessem investigando o caso.

Como se pode ver, “a justiça tarda, mas não falha” e que aqueles que seguem o mesmo caminho, que fiquem com “as barbas de molho”, pois 13 anos após, continuamos de olho!

 


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