Servidores municipais questionam laudo para adicional de insalubridade de empresa contratada pela prefeitura de STI
E mais uma promessa de
campanha do prefeito Antonio Luiz Bendo (BIM), promete virar um grande problema
político e administrativo para a atual gestão municipal.
Acontece que durante a
campanha eleitoral de 2024, a dupla BIM/Dr. Pedro Matias, criaram expectativas
de melhorias nas remunerações dos servidores da secretaria municipal de saúde
de Santa Terezinha de Itaipu, com a revisão dos pagamentos do adicional de
insalubridade, que eram pagos costumeiramente e por força de lei para a
categoria em gestões anteriores.
Nosso Blog vem acompanhando
essa discussão desde 2025, onde vários servidores tiveram seus vencimentos
reduzidos em função das novas determinações da atual administração municipal sobre
o pagamento do adicional de insalubridade.
Logo no início do ano de 2025,
muitos servidores sofreram perdas de 20% à 40% no adicional de insalubridade
que recebiam há muitos anos, sem justificativas convincentes da secretaria de administração,
fato que causou revolta entre o funcionalismo.
Ao mesmo tempo, naquele período,
outros servidores passaram a receber o benefício (20/40%), também com
justificativas pouco convincentes da administração municipal, gerando ainda mais
insatisfações com os servidores.
No final de 2025, tentando amenizar
as trapalhadas administrativas, o prefeito Antonio Luiz Bendo (BIM), anunciou a
contratação de uma empresa para fazer estudos e justificar os pagamentos de
insalubridade, emitindo um laudo após as verificações nos diversos setores de
trabalho dos servidores municipais.
Ocorre que semana passada a
secretaria de saúde emitiu um comunicado aos servidores, anunciando que
finalmente a empresa finalizou os trabalhos, antecipando que alguns servidores
passarão a receber o benefício, mas que a maioria irá perder, ou terão o
benefício do adicional de insalubridade reduzido.
O anúncio caiu como uma bomba
e vem causando revolta entre os servidores, que acreditaram nas promessas de
melhorias feitas pela chapa vencedora da última eleição municipal.
Nos bastidores, percebemos
diversos movimentos do funcionalismo junto ao sindicato e a associação da
categoria, fato que poderá resultar em ações visando questionar o laudo da
empresa. Comenta-se inclusive que alguns setores sequer foram visitados pela
empresa contratada.
Ainda nos bastidores, existem notícias
que a administração municipal pensa em anunciar a criação de um “bônus por
assiduidade”, como forma de compensação das perdas dos servidores.
O grande problema é que o
adicional por insalubridade é somado na remuneração dos servidores, na média
salarial da previdência para efeitos de aposentadoria, sendo que o “bônus” não
é contabilizado.
Digamos que essa seria a “trapalhada
II” do adicional, durante a atual gestão municipal.
Alias, por falar no adicional
de insalubridade, é importante lembrar que o benefício foi incorporado ao salário
para efeitos de aposentadoria, durante o mandato da ex-prefeita Karla Galende,
no ano de 2021, durante a revisão do plano de carreira dos servidores municipais.
“O adicional de insalubridade
é um benefício concedido aos trabalhadores que desempenham suas funções em
condições prejudiciais à saúde, expostos a agentes nocivos, sendo
regulamentado pela Consolidação das Leis do
Trabalho - CLT e aplicado
também aos servidores públicos. No entanto, neste último caso, tem
desdobramentos próprios, tanto na área trabalhista quanto na previdenciária.”
(JUSBRASIL)
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