PEIXE DE QUASE R$ 700 MIL AINDA NÃO ESTAVA PRONTO?


E vocês viram que a história do "TucuruBim" está ganhando UMA NOVA CAMADA????

Camada de tinta bem cara por sinal!

A Prefeitura publicou no Diário Oficial duas novas dispensas:

Dispensa 040/2026

R$ 64.900,00

Contratação de empresa especializada para executar pintura artística urbana (muralismo) no monumento do peixe.

Dispensa 041/2026

R$ 19.350,00

Aquisição de tintas, vernizes, seladores, protetores UV e materiais correlatos para a mesma intervenção.

Total: R$ 84.250,00

praticamente mais R$ 100 mil para pintar uma obra que já havia sido oficialmente recebida.

A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR

Se o monumento precisava de quase R$ 100 mil adicionais para ganhar identidade visual e aparência minimamente aceitável...

Por que a obra foi recebida?

Quem atestou a execução?

Quem assinou a medição?

Quem autorizou o pagamento?

Quem declarou que estava pronta?

Porque, administrativamente, não existem muitas alternativas.

Ou:

a) a obra estava pronta e agora a Prefeitura resolveu gastar mais R$ 84 mil por opção estética;

ou

b) a obra não estava adequadamente concluída quando foi recebida e paga.

E essa segunda hipótese é a que mais preocupa.

O PAPEL DOS FISCAIS DE CONTRATO

Toda obra pública possui:

•         fiscal de contrato;

•         gestor contratual;

•         responsável pela medição;

•         ordenador de despesa.

Não basta construir.

É preciso verificar se aquilo que foi executado corresponde ao projeto contratado.

Quando uma obra é recebida, existe um ato formal da Administração declarando que ela atende às especificações previstas.

Por isso surge uma dúvida legítima:

O projeto original previa essa pintura artística?

Se previa:

Por que não foi executada pela empresa contratada?

Se não previa:

Por que somente agora a Prefeitura concluiu que precisava gastar mais quase R$ 100 mil para tornar o monumento apresentável?

O DINHEIRO JÁ FOI PAGO

Os documentos do Portal da Transparência demonstram pagamentos realizados à empresa executora, NB Terraplanagem, vinculados à construção do monumento turístico. Somados os pagamentos e restos a pagar identificados, os valores alcançam aproximadamente R$ 688.922,27.

Ou seja:

A população já pagou praticamente R$ 700 mil.

Agora surge uma nova conta.

E A CÂMARA MUNICIPAL?

Talvez seja essa a pergunta mais importante.

Onde estão os vereadores?

Porque fiscalizar obra pública é obrigação institucional do Poder Legislativo.

A população tem o direito de saber:

•         a obra entregue corresponde ao projeto?

•         os fiscais apontaram ressalvas?

•         houve termo de recebimento definitivo?

•         quem aprovou a execução?

•         quem autorizou os pagamentos?

•         por que surgiu a necessidade de mais R$ 84 mil depois da obra pronta?

E O TCE?

Outro detalhe que não pode ser ignorado.

Nos últimos meses, Santa Terezinha de Itaipu passou a aparecer repetidamente nos radares dos órgãos de controle.

Auditoria na Saúde.

Suspensão cautelar da licitação milionária da Rua Coberta.

Representações em andamento.

Questionamentos sobre eventos.

E agora mais esse capítulo envolvendo o monumento do peixe.

Aí cabe uma pergunta:

É normal uma obra de quase R$ 700 mil ser oficialmente entregue, paga e, logo depois, precisar de mais R$ 84 mil para tentar corrigir justamente aquilo que mais gerou críticas da população?

Porque se o famoso "TucuruBim" já custou quase R$ 700 mil e agora precisa de uma nova maquiagem de quase R$ 100 mil, a impressão que fica é simples:

O peixe continua crescendo. Mas a conta continua chegando para o contribuinte.










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