Prefeitura admite incapacidade na coleta de galhos e inservíveis e anuncia a terceirização dos serviços

 

Em entrevista ao programa “Contraponto” na rádio cultura de Foz do Iguaçu nesta terça-feira (03), o prefeito Antonio Luiz Bendo (BIM), finalmente se rendeu a incapacidade da secretaria de obras na realização da coleta de galhos e inservíveis na área urbana de Santa Terezinha de Itaipu.

Nosso nobre alcaide afirmou em determinado momento, que o município não conta com servidores suficientes para a realização da coleta em prazo menor do que o estabelecido pela prefeitura e anunciou a intenção de terceirizar os serviços da coleta.

Aliás, demonstrando desconhecimento do novo calendário de coletas que prevê os serviços a cada dois meses nos bairros e região central, nosso comandante disse que a prefeitura faz a coleta a cada duas semanas nas residências e estabelecimentos comerciais, fato que não é verdade, pois o novo organograma foi implantado em 2025, ou seja, em sua própria gestão.

Na época da implantação do novo organograma de recolhimento de galhos e inservíveis, já havíamos comentado sobre a possibilidade de ocorrer um colapso no sistema de coleta, devido ao elevado prazo de dois meses de passagem por cada setor e também pela falta de planejamento e gestão da secretaria de obras. 

Na verdade, a secretaria de obras vem tendo dificuldades em realizar a coleta de galhos e inservíveis desde o início do mandato da atual gestão e a tentativa de mudanças no organograma, seguido de ameaças de multas aos moradores, já sinalizavam para a intenção de privatização do sistema.  

Após o anúncio de terceirização do sistema de coletas de galhos e inservíveis, boa parte da população já começa a questionar a decisão do prefeito Antonio Luiz Bendo (BIM), afinal o sistema sempre teve aprovação da população itaipuense durante os 20 anos de mandatos dos ex-prefeito (a) Claudio Eberhardt e Karla Galende.

Apesar de ainda não ter ocorrido a formalização da terceirização das coletas, nos bastidores políticos já é possível notar grande possibilidade de questionamentos sobre essa decisão, pois não há argumentações convincentes para o aumento nos gastos públicos.

E falando em questionamentos, aproveitamos para deixar uma pergunta de uma leitora do nosso canal de comunicação:

“Se a população é a mesma, se o número de servidores são os mesmos e se a estrutura é a mesma, o que ocorreu para colapsarem os serviços de coleta de galhos e inservíveis?”

Com a palavra nosso nobre alcaide...


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