Marcilio Soares pede exoneração da secretaria de cultura e torna-se a primeira baixa do governo BIM em 2026

 

Após um ano de gestão polêmica na recém criada secretaria de cultura de Santa Terezinha de Itaipu, na tarde desta segunda-feira (23), o secretário Marcilio Soares, pediu exoneração do cargo e tornou-se a primeira grande baixa do governo do prefeito Antonio Luiz Bendo (BIM), em 2026.

O artista plástico, sacro e cantor, foi nomeado com a intenção de transformar o antigo Departamento de Cultura, em uma supersecretaria, com projetos culturais inovadores e que envolveriam toda a comunidade, sendo exemplo para a região e o Estado.

Na verdade, o prefeito BIM, esperava que Marcilio Soares obtivesse na secretaria de cultura o mesmo sucesso que teve em sua carreira profissional e que tudo isso resultasse em ganhos políticos positivos para seu governo.

Porém, infelizmente, como nem sempre as  coisas saem como planejadas, o lindo discurso dos planos de gestão de Marcilio Soares, não se transformou plenamente em realidade e o que mais se destacou durante sua gestão, foram as polêmicas em torno do excesso de gastos da secretaria, com a criação de 16 novos cargos comissionados na direção da pasta e cerca de 70 supercontratos com “arte educadores”, que aliás foi motivo de um processo que ainda não foi totalmente encerrado pelo Tribunal de Contas do Paraná - TCE/PR.

Oficialmente o agora ex-secretário, Marcilio Soares, ainda não se pronunciou sobre os reais motivos que o levaram a tomar a decisão de deixar a secretaria.

Nos bastidores políticos surgem duas versões sobre a importante decisão:

Uma das versões, vindas de pessoas ligadas ao grupo político do prefeito BIM, justifica o ato do ex-secretário, baseado em propostas irrecusáveis para a realização de artes sacras em diversas cidades pelo país e a outra versão dá conta de que o ex-secretário estaria preocupado com as denúncias de irregularidades na secretaria, especialmente em relação às contratações de arte educadores.

Segundo uma fonte ligada à área cultural, Marcílio Soares também não estaria satisfeito com a logística administrativa do município, da qual a secretaria necessita e que por vezes tem causado problemas legais, constrangimentos e preocupação à sua pessoa.

Aliás, sobre isso podemos citar a polêmica decoração natalina, que custou mais de R$ 3milhões ao município e que foi motivo de representação junto ao Tribunal de Contas do Estado – TCE/PR, com grande chance de trazer problemas aos gestores do município, inclusive à secretaria de cultura, que era a responsável pela contratação.

A saída de Marcilio Soares da secretaria de cultura afeta sem dúvida os planos do prefeito Antonio Luiz Bendo (BIM) para a área cultural e significa também um prejuízo político ao grupo da atual gestão municipal, pois apesar dos questionamentos, o artista plástico possui boas referências na sociedade itaipuense.

 


Postagens mais visitadas deste blog

“ Farra “ de Nepotismo na Prefeitura de STI

Assédio moral e homofobia são as denúncias oficiais contra mais um secretário municipal

Enquanto em Santa Terezinha se arranca o que está bom...