Fila de espera nas creches de STI aumenta e dados apontam carência de 145 novas vagas
Que as filas de espera por vagas nas creches municipais nunca
terminam, isso é uma realidade, mas os municípios devem se empenhar no máximo
para diminuir ou acabar com esse drama que afeta centenas de famílias.
O déficit de 145 vagas que comentamos, são baseados em dados
da secretaria municipal de educação, atualizados em outubro de 2025 e
detalhados nos Centros Municipais de Educação Infantil, Vovó Detinha (56 vagas),
Parque dos Estados (35 vagas), Santa Mônica (27 vagas) e CAIC (27 vagas).
Como já falamos em edições anteriores, esses números poderiam
ter sido reduzidos, caso a atual gestão tivesse aceitado os recursos para a
construção de uma creche na região central, que já estava previsto desde 2024,
ainda na gestão da ex-prefeita Karla Galende.
A obra seria construída próxima ao “Clube Nacional”, onde a
prefeitura adquiriu um terreno com recursos próprios (em 2024), de 5.000 metros
quadrados, no valor de R$ 1.603.829,16, para a construção de um CMEI, do
projeto “Creche Infância Feliz Paraná”.
O projeto padrão de 456,86 metros quadrados, inclusive
já tinha verba garantida no valor de R$ 1.304.792,16, aprovado através da
resolução 219/2024, da secretaria de desenvolvimento social e da família do
governo do Paraná (SEDEF) e atenderia 36 crianças por período, totalizando 72
vagas em dois períodos.
Segundo informações, a prefeitura pretende construir este ano
um CMEI (Centro Municipal de Educação Infantil), no bairro São Lourenço, situação
que contribuiria muito para amenizar o problema, mas não reduziria o déficit de
vagas da região central por exemplo, que atinge 56 vagas, segundo os dados.
E enquanto políticas públicas prioritárias são deixados em
segundo plano, seguimos com a gastança desnecessária e mal planejada de
eventos, enfeites de natal milionários, recape encima de recape asfáltico,
rodeio, rua coberta, terreno desnecessário, rodoviária e câmara municipal novas
e até uma estátua de um “tucunaré gigante”, com mais de 15 metros, que deverá
ser construída no terminal turístico.
A escassez de vagas afeta principalmente famílias pobres e
mães solo, impedindo também que as mães entrem no mercado de trabalho,
contribuindo para a pobreza familiar.
