FESPOP - Quando a desculpa vira contradição
A gestão do prefeito Bim cancelou a FESPOP 2025 alegando
“recomendação do Ministério Público”, sustentando que o modelo adotado em anos
anteriores por meio de termo de parceria com o PROVOPAR estaria incorreto por
não haver chamamento público.
Até aí, o discurso parecia técnico.
Parecia.
O problema é que a própria Prefeitura acaba de cair em
contradição ao abrir chamamento público para a realização do Rodeio no ano
passado, exigindo, pasmem, que a entidade interessada comprove experiência na
execução de eventos de grande porte, com complexidade logística, operacional e
de segurança.
E adivinhem?
Quem venceu o chamamento do Rodeio foi o PROVOPAR.
Agora, para a FESPOP, a história se repete, só que com ainda
mais ironia.
O novo edital recém-publicado exige que a entidade comprove
experiência em eventos de alta complexidade logística e de segurança,
compatíveis com as edições anteriores da FESPOP. O próprio termo de referência
reconhece que se trata de um evento de grande porte, com público superior a mil
pessoas, adotando como parâmetro técnico o histórico da FESPOP, que em edições
anteriores chegou a registrar picos de até 50 mil pessoas por dia.
Ou seja:
• Evento
gigantesco ✔️
• Complexidade
extrema ✔️
• Histórico
consolidado ✔️
E, novamente, quem tem essa experiência?
O PROVOPAR!
A mesma entidade que realiza a FESPOP desde 2003.
Então fica a pergunta que não quer calar:
Se agora a Prefeitura
admite, no próprio edital, que a FESPOP é um evento de alta complexidade, e se
sempre foi público e notório que somente o PROVOPAR detinha essa capacidade
técnica… por que cancelar a FESPOP 2025?
A resposta parece óbvia:
Cancelaram não por impedimento legal, mas por incapacidade
política de reconhecer o que já deu certo.
Agora fica TRANSPARENTE, CLARO, evidente, notório e
comprovado que apenas o PROVOPAR possuí estrutura, histórico e expertise para
executar um evento desse porte. Agora, a gestão atual tenta reescrever a
história, distorcer fatos e “inventar novidade”, mas acaba escancarando a
incoerência.
Dizem que a forma era errada,
Cancelam o evento,
Depois abrem edital com exigências feitas sob medida para
quem sempre realizou a FESPOP.
No fim das contas, o chamamento vira apenas um ato formal
para dizer que cumpriram tabela, enquanto a cidade paga o preço de não ter um
dos maiores eventos da sua história em 2025.
A FESPOP não foi cancelada por recomendação técnica.
Foi cancelada por birra política, por vaidade administrativa
e pela incapacidade de dar o braço a torcer.
Quem perde?
• A população
• O comércio
• O turismo
• A identidade
cultural do município
Inventar desculpa é fácil.
Difícil é reconhecer que o que foi bem feito no passado
funcionava e que a cidade merecia mais do que cancelamento, e narrativa mal
contada.
