Retrospectiva 2025 – Prefeitura paga à Laboratório mais de R$ 600 mil por indenização “fora de contrato”
JULHO DE 2025 – A prefeitura efetua um pagamento de R$ 600
mil reais à um laboratório, a título de “indenizações”. O detalhe é que o
pagamento não tinha licitação prevista e o caso acaba indo parar no Ministério
Público Estadual, onde ainda está sob investigação. Relembre esse lamentável
caso:
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Escândalo silencioso: PREFEITURA PAGA A LABORATÓRIO mais de
R$ 600 mil por indenização “fora do contrato”
Pagamento ‘duvidoso’ coloca em cheque o sistema de controle da Prefeitura
Recebemos uma informação interna que, num primeiro momento, parecia absurda demais para ser verdadeira: quando a Prefeitura firmou um contrato emergencial de R$ 49 mil com o Laboratório Kairós, já havia uma dívida impagável sendo contraída nos bastidores.
Não quisemos acreditar... até acessar os relatórios oficiais
de empenhos e pagamentos. E o que encontramos é estarrecedor: foram pagos,
por indenização, mais de R$ 600 MIL ao referido laboratório, fora do contrato
emergencial vigente.
Sim, você leu certo: R$ 600 mil pagos sem cobertura
contratual formal, em um período de apenas 4 meses (01/02/25 a 31/05/25). Para
se ter ideia do tamanho do absurdo, isso representa quase metade do valor
da nova contratação por credenciamento, recentemente publicada no montante de
R$ 1,3 milhão para 12 meses.
Como isso aconteceu?
Em janeiro, a Prefeitura cancelou uma licitação pronta
deixada pela gestão anterior, que garantiria continuidade do serviço sem
interrupções. A justificativa oficial para a revogação?
“Necessidade de revogar seus próprios atos, tendo em vista
que a modalidade escolhida, Pregão Eletrônico, não seria a que melhor se
enquadra ao objeto.”
Enquanto isso, surgiam denúncias de que o Laboratório
Kairós estava atendendo a população sem contrato formal. Agora, parece que as
denúncias começam a ter forma: Será que os pagamentos
“indenizatórios” foram exatamente para cobrir serviços prestados fora de
contrato no mês de janeiro e nos meses seguintes? Os serviços foram
executados?
Falta de planejamento e transparência
Esse caso expõe não apenas a ausência de planejamento –
já que havia uma licitação pronta para evitar desassistência –, mas também
um modelo de gestão que opera nas sombras, longe dos olhos da população,
com decisões que comprometem a legalidade, a eficiência e o uso responsável do
dinheiro público.
Enquanto a população permanece alheia, comissões
internas autorizam pagamentos vultosos sem contrato formal, e só “fuçando”
documentos públicos conseguimos expor essas manobras.
População quer respostas
Esse não é apenas um caso grave de má gestão: é um alerta
para os órgãos de controle externo – TCE, Ministério Público e Câmara de
Vereadores.
Não se trata apenas de números frios em relatórios: é dinheiro dos
contribuintes, é saúde pública, é o direito da população.
Se havia uma licitação pronta para garantir
atendimento, por que cancelaram? Por que pagar R$ 600 mil em indenizações
em apenas 4 meses?
As respostas precisam vir. E rápido.

