Moradores terão que pagar 4 mil reais por escritura entregue através do programa de regularização fundiária da prefeitura
Pagamentos surpreendem moradores e poderão ser realizados
em até 10 parcelas através de carnê para a Associação para o Desenvolvimento
Habitacional Sustentável de Santa Catarina (ADEHASC).
Anunciado no mês de março, o programa que pretende atender
1.000 famílias itaipuenses, está sendo realizado em uma parceria entre a
prefeitura (secretaria de planejamento) e a Associação para o Desenvolvimento
Habitacional Sustentável de Santa Catarina (ADEHASC).
A entrega das escrituras, claro que contou com discursos acalorados
do prefeito Antonio Luiz Bendo (BIM) e do presidente da câmara, Fernando Dal
Pont Júnior, que não somente se vangloriavam pelas primeiras escrituras aos 48
moradores da região dos conjuntos, mas também aproveitaram para criticar
blogueiros que na verdade somente falam sobre as verdades que o poder executivo
tenta esconder da sociedade.
Aliás, vamos aproveitar para informar a população itaipuense,
que essa história não está sendo contada por completo pelo prefeito BIM, que
esconde do público, o carnê de R$ 4 mil, que foi acompanhado com os documentos
do imóvel.
Isso mesmo prezados leitores, a tão prometida escritura
aos 48 primeiros moradores de áreas irregulares, irá custar 4 mil reais cada
uma, dividido em 10 parcelas de 400 reais, que deverão ser pagas a Associação
para o Desenvolvimento Habitacional Sustentável de Santa Catarina (ADEHASC).
O carnê pegou muitos moradores de surpresa, já que era
esperado que a prefeitura se responsabilizasse por todos os custos, tratando-se
de um programa social que foi também prometido em campanha eleitoral pelo
prefeito BIM e seu vice, Dr. Pedro Matias.
E o pior é que esse custo das escrituras vem assustando
muitos moradores que ainda esperam pelo benefício teoricamente anunciado pela
prefeitura, inclusive há relatos que a associação estaria cobrando R$ 14.700,00
por morador da região da Chácara Costa Oeste, para fazer as escrituras. Esse
valor está sendo considerado alto pelos moradores e também existem informações
de bastidores, que uma outra associação estaria oferecendo o mesmo trabalho por
7 mil reais.
Na verdade, ainda não entendemos os verdadeiros motivos dessa
intermediação das escrituras desse programa, vista que a prefeitura poderia
fazer tranquilamente o mesmo trabalho, através das secretarias de planejamento,
fazenda, ação social e procuradoria geral do município, nos moldes das
conhecidas “Ações de Cidadania”, que são realizadas em diversos municípios
brasileiros.
O fato é que o presente de natal dos moradores, prometido
pelo prefeito Bim e o secretário Pedrinho Benedet, veio junto com a conta e
agora o município tem a obrigação de implantar toda a infraestrutura que os vendedores
não forneceram quando venderam os imóveis.
Assim fica fácil nobre alcaide!!!
