A verdade sobre o abaixo assinado engavetado dos servidores da secretaria de saúde de STI

 

Os servidores municipais da secretaria de saúde de Santa Terezinha de Itaipu, vivem um drama trabalhista desde o início da gestão do prefeito Antonio Luiz Bendo (BIM), que logo nos primeiros dias de 2025, simplesmente iniciou um processo de “cortes” nos direitos à insalubridade, que vários servidores recebiam a anos em gestões anteriores.

Ocorre que esse processo não foi explicado direito e ao mesmo tempo que a prefeitura ‘cortava’ os direitos de alguns, fazia a concessão a outros em atividades semelhantes, que até mesmo eram consideradas por muitos sem o direito a receber.

É importante destacar, que esses servidores, em sua maioria lotados na UPA 24 horas (Unidade de Pronto Atendimento), SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e no SAD (Serviço de Atenção Domiciliar), recebiam valores que variavam entre 20% à 40% de seus vencimentos, que certamente fazem falta para qualquer trabalhador.

No mês de setembro, os servidores cansados de esperar a manifestação da prefeitura, resolveram fazer um “abaixo-assinado”, que por sinal foi subscrito por mais de 100 trabalhadores, que exigiam do poder executivo, explicações e o imediato retorno dos direitos à insalubridade que sempre tiveram.

O abaixo-assinado que foi entregue ao vereador Alexandre Pereira (PSDB), seguindo os trâmites normais na Câmara de Vereadores, repassou ao presidente da mesa diretora (Fernando Dal Pont Júnior), para que fosse colocado em pauta, feito a leitura e encaminhado para o prefeito Antonio Luiz Bendo (BIM).

Segundo informações, lamentavelmente o documento continua na “gaveta” do presidente da câmara, que também não esclareceu os motivos de não colocar em pauta em nenhuma sessão até o final do ano.

De concreto nessa situação, o que temos até agora, foi a realização de uma reunião do prefeito Antonio Luiz Bendo (BIM), com a presença do sindicato da categoria, outros secretários e vereadores, anunciando a contratação de uma empresa para realizar o trabalho de avaliação, que aliás deveria ter ocorrido no mês de janeiro desse ano.

O LTCAT (Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho), que são as avaliações de quem tem ou não o direito à insalubridade e os percentuais, deve ser realizado no início de janeiro de 2026, pois a licitação da contratação finalmente foi encaminhada pela prefeitura.

Lembrando que esse não foi o único documento “engavetado” pelo presidente da câmara de vereadores, que também fez o mesmo com um requerimento pedindo explicações da secretaria de cultura, do plantio de milho em área pública por particulares e outro sobre o “escândalo do laboratório”, da secretaria de saúde.

 

 


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