Cadastramento paralelo para casas populares requer investigações e manifestação da Prefeitura

 

Uma reunião realizada no dia 14 de novembro, nas dependências do CIAMI – Centro Integrado de Apoio à Melhor Idade, convocada por uma associação denominada AMASMI, de São Miguel do Iguaçu e Prefeitura de Santa Terezinha de Itaipu, está chamando a atenção da população itaipuense.

A reunião, que foi convocada poucos dias após o anúncio da conquista de 25 casas populares, oriundas de um programa da COHAPAR, segundo informações, teve a prefeitura de STI como principal convocadora através do CRAS – Centro de Referência de Assistência Social e tinha como pauta a “apresentação e aprovação de critérios e outros assuntos” ligados à questão habitacional no município, porém não esclarecia se tinha relação com o conjunto de 25 casas conquistado recentemente.

A falta de maiores esclarecimentos, levou cerca de 500 pessoas a participarem da reunião, para obter maiores informações das intenções do município.  Ainda segundo informações de bastidores, a reunião foi quase toda coordenada pela referida associação, que até o momento poucos sabiam de sua existência e demonstravam estranheza pelo fato de ser de outro município.

As pessoas informadas da realização de novo cadastramento por parte da associação, estranharam ainda mais o fato, pois já haviam sido cadastradas pela prefeitura, inclusive com envio das informações à COHAPAR.

Importante lembrar que a reunião não constou em nenhum canal oficial da prefeitura e existem informações também de bastidores, que cada família cadastrada teria que efetuar o pagamento de 35 reais por mês à título de despesas administrativas.

Tal situação nos chamou a atenção, pelo fato do convite também conter os logotipos do “programa minha casa, minha vida”, “caixa econômica federal” e “prefeitura de Santa Terezinha de Itaipu”, aparentando uma ação conjunta desses órgãos, mas que na verdade era chamada unicamente pela associação e pelo CRAS, conforme cópia anexa.

O que estamos sentindo nesse imbróglio habitacional, com presença de personagens de fora do município, trabalhando em conjunto com a prefeitura de STI, em um caso prá lá de suspeito e já começa envolver supostos valores de taxas administrativas, é que faz-se necessário uma investigação a princípio da câmara municipal e posteriormente do Ministério Público de Estado, pois trata-se de um tema que envolve uma questão importante na vida das pessoas, que é o desejo pela tão sonhada casa própria e deve ser tratada com a maior seriedade e transparência possível.

Com a palavra a prefeito Antonio Luiz Bendo (BIM), para que se manifeste sobre o caso!

 



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