FALTA DE ADITIVO??? – Empresa paralisa obras de pavimentação da Estrada do Rio Bonito
Motivo de polêmica no mês do março em nosso Blog, a Pavimentação
da Estrada do Rio Bonito (SG-049) volta a ser motivo de notícias para a
população itaipuense. Desta vez, após mais de 50% das obras de pavimentação já concluídas,
moradores daquela região reclamam da paralisação dos serviços a mais de 15
dias.
Segundo informações, para piorar um pouco mais a situação, a
paralisação vem justamente em época de chuvas, dificultando ainda mais o
trânsito pela estrada. Apesar de vários trechos já estarem prontos para a
circulação de veículos, existem pontos sem pavimento, o que obriga os moradores
a utilizarem um desvio em péssimas condições de trânsito.
Mas o que levaria uma obra que já tem recursos garantidos
para a sua execução, estar paralisada sem justificativas? Ainda segundo
informações de moradores, estaria ocorrendo um problema de “equilíbrio financeiro”,
entre a empresa responsável pelas obras e a prefeitura de STI. Ou seja, a
empresa estaria reivindicando um “ADITIVO” de valores para a continuidade dos
serviços.
Apesar de não termos informações oficiais desse possível “aditivo
contratual”, comenta-se que estaria em torno de 500 mil reais os valores
necessários para a finalização das obras. Lembrando que os aditivos contratuais
de obras, devem ser justificados por razões técnicas e jurídicas, conforme a
Lei 14.133/2021 (licitações e contratações).
O interessante desse caso, é que a licitação da obra foi
estimada em R$ 2.973.043,72 e foi vencida pela empresa JC DANIEL -
CALÇAMENTOS LTDA, da cidade de Matelândia, que ofereceu R$ 2.400.000,00 para
realizar os serviços. Dessa forma, caso se confirme a informação e a
prefeitura conceda o “aditivo contratual”, o valor final da obra, ficaria
praticamente pelo mesmo valor estimado, ou seja, em torno de 2,9 milhões de
reais.
O grande problema nessa situação, é que a obra é fruto de um
convênio entre o governo do estado e a prefeitura de STI e como já comentamos, precisa
de argumentações técnicas e jurídicas convincentes.
E enquanto empreiteira e prefeitura discutem o tal “equilíbrio
financeiro”, quem continua “pagando o pato”, são os moradores daquela região,
que sofrem no dia a dia com revezamentos entre poeira e barro na referida via
rural.


