Facilitou documentos – A revelação dos supercontratos da secretaria de cultura
Secretário Marcílio Soares assinou atestados de
comprovação técnica para habilitar contratos
Como anunciamos nesta sexta-feira (29), os supercontratos da
secretaria de cultura, começam a aparecer e prometem criar muita polêmica nos
bastidores políticos de Santa Terezinha de Itaipu.
Este caso vem sendo bastante questionado desde que nosso blog
publicou uma matéria comentando sobre as denúncias de contratos com valores
muito acima da média nacional e irregularidades nos comprovantes de formação
técnica para se habilitar a função de arte educador.
Lembrando que a secretaria de cultura já contratou mais de 50
professores para a função de arte educador e continuam fazendo contratos. Mas
para estudarmos juntos com nossos leitores esse caso, vamos iniciar analisando alguns
contratos que chamam a atenção.
O primeiro caso realizado com o Sr. Odair Roberto Albano,
no valor de R$ 64.800,00, que se apresenta como arte educador, mas que só
comprova sua habilitação profissional através de um atestado emitido pelo
próprio secretário de cultura. Sem contar que o Sr. Odair Roberto Albano
utiliza o mesmo CNPJ
do contratado Saulo Rodrigo Felipe, que também tem um atestado de
qualificação assinado pelo próprio Marcílio Soares.
Um fato curioso nesses atestados de qualificação que o
secretário emitiu para alguns contratados, é que vem com assinatura impressa de
“MARCÍLIO JOSÉ TAVARES,
sobrenome que ainda não tínhamos conhecimento e que o secretário não utiliza em
suas assinaturas.
Importante destacar, que segundo informações, o contratado
também presta serviços particulares ao secretário Marcilio Soares.
PSS exige certificados e diplomas valendo pontos
O pior é que esse não é o único caso em que o secretário
emite atestados de qualificação técnica para habilitar pretendentes às funções
de arte educadores. Aliás essas contratações, pra lá de suspeitas, na minha
opinião deveriam ser através de concurso público ou no mínimo através de PSS e
não necessitariam dessa enorme quantidade de profissionais.
Agora vejam os senhores (as), que recentemente tivemos a
realização de um PSS para a contratação de várias pessoas que precisavam
comprovar qualificação técnica, inclusive com prova de títulos valendo pontos.
E a pergunta que todos fazem é a seguinte: É justo o secretário de cultura
Marcílio Soares facilitar contratações emitindo certificados feitos por ele
mesmo???
Ocorre que para comprovar capacidade técnica para ser arte
educador, é preciso que a pessoa possua um certificado de formação de
preferência reconhecido pelo MEC, o que não é o caso de alguns contratados que
foram habilitados com atestado técnico de próprio secretário, em um claro caso
de favorecimento.
Confeiteira virou “Arte Educadora”
Mas como se não bastasse esse tipo de situação, temos também uma
verdadeira “aberração’ nos critérios de contratação, onde uma pessoa é
contratada para a função de arte educadora, apresentando certificados de
qualificação em panificação e confeitaria.
É isso mesmo, esse incrível caso ocorreu no contrato
realizado com a Senhora Regina Soares Deiss, que por sinal tem várias
declarações de prestação de serviços, mas somente nas áreas de gastronomia,
panificação e confeitaria. Aliás essa contratada tem inscrição de CNPJ de
24/02/2025, ou seja, empresa aberta recentemente como a maioria dos casos.
Talvez fosse o caso da contratada prestar serviços como
professora na área de gastronomia com especialização em panificação e
confeitaria na escola do trabalho, aí sim, acredito que não haveria
contestação.
A contratação da sobrinha
O interessante nessa novela do secretário Marcílio Tavares, é que vários contratados são amigos próximos ou até parentes como no caso da contratação da própria sobrinha, Aline Scherer, que apesar de ter qualificação técnica, não deixa de ser mais um caso de nepotismo, o que contradiz os princípios de moralidade e impessoalidade na gestão pública.
Enfim, para encerrarmos nossa “introdução” na revelação dos
supercontratos da secretaria de cultura, somos obrigados a incluir o prefeito
Antonio Luis Bendo (BIM), como responsável direto pelos atos do secretário
Marcílio Tavares, que não está tomando nenhuma providência no caso, pelo
contrário, avalizando e elogiando o secretário, aliás situação semelhante a do
caso da “Corrida do PIX”, ocorrido recentemente em seu governo e que culminou
com a exoneração da secretária.





